Exemplos de Vida reflete a beleza e a singeleza da alma feminina racionalista cristã, nos ensinamentos das nobres mulheres Maria Thomazia, Maria Cottas e Maria de Oliveira. Encontrei nestes espíritos exemplos que dizem muito a todas as mulheres ávidas por esclarecimento. Como mãe e eterna estudante desta doutrina, ao ler e transcrever cada letra de suas páginas, senti que cresci um pouco mais, e deixá-las em meu arquivo pessoal seria demais injusta para com todas, assim, publico seus exemplos e um pouco de suas biografias para quem desejar sentir a vibração e a ternura do amor existente em cada palavra. Maria de Fátima Almeida

O CASO TEREZINHA

Encontrava-me no meu quintal contemplando as flores e tratando de plantas, quando, de súbito, fui interpelada pela filha mais velha de um vizinho, o Sr. Maurício, pessoa que recebeu grandes auxílios do Astral Superior na cura de uma doença grave, a cujo fenómeno me referi neste livro.

A pequena vinha, muito aflita, dar-me a notícia de que sua irmãzinha mais nova estava muito mal, pedindo-me para eu ir à sua casa.

Embora seja contra os meus princípios sair de minha casa, a expressão comovedora da pequena, aliada ao amor que tenho pelos meus semelhantes, obrigaram-me, mais uma vez, com quebra da disciplina que a mim mesma impus, a aceder ao pedido, tendo ido visitar a amiguinha, porque a criança que se encontrava doente, tinha por mim especial dedicação e eu por ela grande afeto.

Quando cheguei em casa da doente, deparei com sua mãe, a minha amiga D. Olívia, em prantos e sob grande sofrimento, pensando que sua filhinha ia desencarnar.

Como, habitualmente, me é dado conhecer as doenças do espírito e, portanto, os avassalamentos provocados pelo astral inferior, graças à GRANDE LUZ, aconselhei aquela senhora amiga a proceder como o fez quando da doença de seu marido, esclarecendo-a, ao mesmo tempo, de que não é com lágrimas e maus pensamentos que se curam as doenças do espírito, o que ela, aliás, por experiência própria, muito bem sabia. Continuando a esclarecê-la, disse-lhe ainda que todo ser tem a faculdade de fazer uso do seu pensamento que é um poderoso ímã de atração das Forças Superiores, quando esse pensamento é elevado, com pureza, para prática do Bem.

Depois do conforto espiritual que proporcionei à minha amiga D. Olívia, com os esclarecimentos que lhe pude dar, dirigi-me ao quarto da pequenina doente e ali mesmo, sentada na sua cama, liguei os meus pensamentos às Alturas, pedindo auxílio à GRANDE LUZ, sacudindo a criança e assim me conservei, por algum tempo, na limpeza do meio ambiente.

A menina não dava acordo de si, até que, por intuição, a chamei pelo nome: Terezinha! Vou-me embora! Nessa altura, a minha amiguinha, limpa dos pesados fluidos da corrente negra, reagiu, abrindo, por momentos, os olhinhos, para me ver e talvez agradecer a minha presença junto dela.

Antes de me retirar para o regresso à minha casa, de novo prestei esclarecimentos à sua mãe, no sentido de a preparar para defender-se contra os ataques do astral inferior, garantindo-lhe, com a maior confiança, que sua filha não desencarnaria.

Pouco tempo depois de me encontrar em casa, era observado um dos grandes fenómenos que só às Forças do Astral superior, com o seu incomensurável poder, podem realizar.

A menina levantou-se do leito e, com grande espanto da mãe e das vizinhas, foi para a rua brincar, o que também presenciei, sob a maior alegria e admiração! A alegria de todos que constaram este grandioso e sublime fenómeno, era enorme, predominando as lágrimas e a estupefacção por tamanha grandeza espiritual!

Devo ainda acrescentar que tanto o pai da menina Terezinha, Sr. Maurício, como o marido da Sra. D. Laura, tinham saído nesse dia, como habitualmente faziam, para o seu trabalho, mas muito preocupados com a doença da pequenina, tendo, por este motivo, regressado mais cedo e, logo que chegaram, as primeiras palavras que pronunciaram foi para saber do estado de Terezinha.

A mãe da pequena, cheia de alegria e satisfação, respondeu: então vocês passaram por ela e não a viram? Anda na rua a brincar! Aqueles dois homens recém-chegados, por momentos, não quiseram acreditar no que ouviram. Podia lá ser que se tivesse operado, de um momento para outro, tais melhoras? Mas, graças à GRANDE LUZ e ao seu poderoso auxílio, era a realidade que se deparava aos seus próprios olhos. A Terezinha, bem-disposta e contente, andava a brincar!

Em presença de fatos como os que acabo de narrar, e que são inúmeros, as doenças do espírito só são curáveis com o auxílio das Forças Superiores, mas para isso é necessário estarmos preparados, conhecendo-nos como Força e Matéria e, consequentemente, bem esclarecidos, para sabermos, com os nossos pensamentos, atrair as Forças do Bem e repelir as do mal.

Para isso, basta que todos leiam e meditem muito a respeito dos vastos e fecundos ensinamentos das obras do Redentor, porque só assim se poderá, como eu chegar à Verdade.


Fonte: Livro Como Cheguei à Verdade de MARIA DE OLIVEIRA – Biblioteca digital do Racionalismo Cristão