Na minha idade é comum e agradável recordar o passado. A nossa vida colegial, a de nossos filhos pequeninos, adolescentes, os cuidados e preocupações que nos deram, enfim, pequeninas coisas que para os jovens não têm importância agora, mas, estou certa, farão o mesmo quando à nossa idade chegarem. É bom recordar, principalmente as coisas boas do nosso passado. Por exemplo, não esqueci nunca a minha infância, o carinho que me dispensaram os meus.
Quando estudante, era considerada no colégio em que fui educada uma "enfant gatée" (menina mimada) e o era mesmo, principalmente por meu querido pai.
Tenho pena da mocidade de hoje, tão desgarrada da família, tão indiferente e fútil. É bem verdade que não são todos os jovens assim. Ainda há aqueles que dão valor ao convívio familiar e amam os seus pais e irmãos. Não vamos fazer regra geral, porque felizmente nem tudo está perdido no mundo.
Ainda há dias soube de uma jovem a quem quero muito bem que, estando para ser Mãe, está preocupadíssima com o filhinho que vai nascer, e estuda, lendo muito para saber como irá educar este ente que apenas dá pulinhos no seu ventre ainda mais que, observando o que se passa em volta de si com meninos e meninas de hoje, teme pelo futuro dele.
Moça moderna, mas de ótima formação moral, possuidora de pais excelentes, compreensivos e controlados, ela, que recebeu deles uma boa educação, procura, devido à época, outro meio diferente talvez daquele que os Pais usaram para educá-la, a fim de se atualizar e evitar que, de acordo com o momento que seu filho irá viver, não se desmande como os que ela vem observando.
Ela tem razão, mas estou certa de que meiga e boa como é, compreensiva e bem casada, irá dar a seu filho as armas de que ele necessita para lutar contra tudo o que de mau e pervertido existe no seu futuro mundo que, pelo que se observa, poderá ser pior do que o atual.
Sou a favor do progresso e todos nós, os velhos, devemos nos atualizar, mas nunca perder a linha, a distinção e a fidalguia de trato. Tudo evolui, mas não é evolução a degradação moral e a falta de pudor que hoje se observa.
Por isso eu hoje procuro fugir de analisar e de ver o que se passa, para viver das minhas recordações, porque recordar é realmente viver.
Recordar é Viver
Por Maria Cottas
Fonte: Livro Crônicas Oportunas
Podera gostar de conhecer:
Quando estudante, era considerada no colégio em que fui educada uma "enfant gatée" (menina mimada) e o era mesmo, principalmente por meu querido pai.
Tenho pena da mocidade de hoje, tão desgarrada da família, tão indiferente e fútil. É bem verdade que não são todos os jovens assim. Ainda há aqueles que dão valor ao convívio familiar e amam os seus pais e irmãos. Não vamos fazer regra geral, porque felizmente nem tudo está perdido no mundo.
Ainda há dias soube de uma jovem a quem quero muito bem que, estando para ser Mãe, está preocupadíssima com o filhinho que vai nascer, e estuda, lendo muito para saber como irá educar este ente que apenas dá pulinhos no seu ventre ainda mais que, observando o que se passa em volta de si com meninos e meninas de hoje, teme pelo futuro dele.
Moça moderna, mas de ótima formação moral, possuidora de pais excelentes, compreensivos e controlados, ela, que recebeu deles uma boa educação, procura, devido à época, outro meio diferente talvez daquele que os Pais usaram para educá-la, a fim de se atualizar e evitar que, de acordo com o momento que seu filho irá viver, não se desmande como os que ela vem observando.
![]() |
Conheça este e outros livros do RC |
Ela tem razão, mas estou certa de que meiga e boa como é, compreensiva e bem casada, irá dar a seu filho as armas de que ele necessita para lutar contra tudo o que de mau e pervertido existe no seu futuro mundo que, pelo que se observa, poderá ser pior do que o atual.
Sou a favor do progresso e todos nós, os velhos, devemos nos atualizar, mas nunca perder a linha, a distinção e a fidalguia de trato. Tudo evolui, mas não é evolução a degradação moral e a falta de pudor que hoje se observa.
Por isso eu hoje procuro fugir de analisar e de ver o que se passa, para viver das minhas recordações, porque recordar é realmente viver.
Recordar é Viver
Por Maria Cottas
Fonte: Livro Crônicas Oportunas
Podera gostar de conhecer: